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Até o início de 1970, a Política Nacional de Saúde - centralizadora e desorganizada - era precária por todo o país. Em Londrina, não era diferente: um amontoado de instituições se concentrava no "miolo urbano": INPS, FUNRURAL, IPÊ, SUCAM, HOSPITAIS, etc., atuando de forma descoordenada e confusa.

Quem tinha condições financeiras, se servia da medicina privada, com seus especialistas e hospitais super equipados. A grande maioria das populações dos bairros, vilas e distritos rurais, ficava à margem dos serviços de saúde. Foi aí que surgiu o MOVIMENTO DA REFORMA SANITÁRIA: lideranças e população, políticos, profissionais de saúde e parlamentares começaram a discutir, por todo o Brasil, formas de viabilizar um modelo de saúde mais justo. Nessa época, Universidade de Londrina e Prefeitura fizeram parceria para iniciar a criação de um modelo de assistência integrado à realidade da população londrinense: a 1ª experiência de ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE, pela descentralização dos serviços, ocorreu com a implantação, por essas instituições, de dois Postos de Saúde em bairros periféricos: o da Vila da Fraternidade e o do Jardim do Sol, com o objetivo, em princípio, de servir como campo de estágio aos alunos do Curso de Medicina.

Assim, quando em 1974, a OMS - Organização Mundial de Saúde criou o conceito de Atenção Primária à Saúde, com a intenção de atender gratuitamente - em quantidade e qualidade - as populações desassistidas, Londrina já havia dado o primeiro passo.

Também no início da década de 70 foi estruturada a Secretaria de Bem-Estar Social (Lei Municipal 1578/69) e o Serviço Municipal de Pronto Socorro (Lei Municipal 1639/70).

De 72 a 76 foi institucionalizada a Secretaria de Saúde e Promoção Social (Lei n.º 2.297/73), com a nova restruturação da Administração Municipal. Foi aberto, então o 3º Posto de Saúde, no Distrito Rural de Paiquerê.

E se passou a uma nova reorientação, com a delegação de algumas ações aos auxiliares e acadêmicos do curso de medicina, já que grande parte da demanda era de fácil diagnóstico e condutas simples. Estava se implementando o MODELO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. Em 1978, foram ampliados os serviços de assistência primária, e já existiam mais 09 (nove) Postos de Saúde implantados, sendo os auxiliares de Saúde supervisionados por enfermeiros de Saúde Pública e médicos generalistas. Importante registrar que os auxiliares de saúde conseguiram resolver 82,7% dos atendimentos realizados.

Em outubro de 1987 o Serviço Municipal de Pronto Socorro passou a denominar-se SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE, fortalecendo a prestação de serviços através dos Postos Municipais de Saúde. No período de 1977/81 ocorreu a instalação de mais 16 Postos de Saúde, incluindo Londrina como cidade PIONEIRA NO PROCESSO DE MUNICIPALIZAÇÃO.

Em 1984, a rêde de postos já contava com o apoio de um laboratório para exames básicos (fezes, tipagem sangüínea, sorologia para lues, glicemia e urina I).

De 1989 a 1992, o sistema de saúde em nível primário dobrou, com grande expansão de recursos humanos. Em oito postos de saúde o atendimento passou a se estender até às 22 horas. Três postos se transformaram em Serviço de Pronto Atendimento 24 horas/dia. Em 1992 se instalou a MATERNIDADE MUNICIPAL LUCILLA BALLALAI, com 41 leitos.

Em 1989 realizou-se a I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE, para encaminhar a implantação do SUS - Sistema Único de Saúde. A Lei Orgânica da Saúde foi criada em 1990, demonstrando que Londrina, com sua experiência inovadora, pode ter contribuído para a sedimentação do SUS no Brasil. Em decorrência da 2ª CONFERÊNCIA, ocorrida em maio de 91, foi criado, em dezembro de 1991, o CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE LONDRINA, formalizado por lei, com a atribuição de conduzir o Sistema de Saúde, estabelecendo prioridades, elaborando o Plano Global de Saúde e criando critérios para remuneração dos serviços contratados. A partir daí, começaram a surgir os Conselhos Regionais e Locais, como mediadores das relações entre usuários, ampliando os canais de participação da Comunidade.

Hoje, Londrina conta com 05 CONSELHOS REGIONAIS - CONSUL, CONLESTE, CONSOESTE, COSNORTE e CONCENTRO - além de cerca de 30 CONSELHOS LOCAIS, acompanhando, avaliando e estabelecendo prioridades em suas áreas de abrangência, assumindo função consultiva, deliberativa e fiscalizadora dos serviços locais, consolidando a gestão democrática e participativa.

O processo de municipalização teve prosseguimento com a 3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE (outubro/93), que, com base na NOB-SUS-01/93, iniciou a agilização do processo de municipalização rumo à GESTÃO SEMIPLENA, que ocorreu no final de 1995. Ou seja, o município, em conformidade com a implementação do Sistema Único de Saúde, tornou-se responsável pela gestão dos serviços de saúde, planejando e administrando os recursos financeiros advindos do Fundo Nacional de Saúde. Entre 1993 e 1994, com recursos do Ministério da Saúde, Londrina iniciou a estruturação de SISTEMAS INFORMATIZADOS que permitiram a melhor organização das informações em saúde, criando um banco de dados epidemiológicos valiosos ao planejamento das ações sanitárias.

Em 1995, o município passou a participar do CISMEPAR, Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema, integrado por 19 municípios e destinado a prestar serviços médicos especializados em conformidade com as diretrizes do SUS.

Vale afirmar que a implementação do SUS em Londrina sempre ocorreu em estreita parceria com a UEL - Universidade Estadual de Londrina, técnica e operacionalmente.


 

REDE DE SERVIÇOS MUNICIPAIS DE SAÚDE HOJE

A Secretaria Municipal de Saúde conta, hoje, com 38 Centros de Saúde na Zona Urbana e 13 Postos de Saúde na Zona Rural, com 32 COS (Clínicas Odontológicas Simplificadas) e um laboratório próprio (CENTROLAB), além da Maternidade Municipal Lucilla Ballalai. A rede básica conta com 161 médicos, 65 enfermeiros, 422 auxiliares de enfermagem, 78 auxiliares administrativos, 68 odontólogos, 36 Técnicos em Higiene Dental, 131 Auxiliares de Odontologia, 03 Auxiliares de laboratório, 78 auxiliares de Serviços Gerais e 51 Vigias.

Produção Média Mensal de Serviços: 40.995 consultas médicas, 240.641 atendimentos de enfermagem, 64.715 atendimentos odontológicos, 32.984 exames de laboratório.

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Data de atualização: 05/09/2005 12:00:20.