Banner
   
Tamanho Texto

Busca

Histórico

Share

Até 1988 a atenção à saúde era um serviço oferecido pela Previdência Social, por meio de uma Política de Estado compensatória voltada aos trabalhadores contribuintes, formalmente inseridos no mercado de trabalho.

As ações individuais dissociadas das ações coletivas excluíam grande parte da população.
O que é conhecido hoje como saúde do trabalhador nada mais é que a resposta institucional a diversos movimentos sociais que, entre a metade dos anos 70 e os anos 90, confluíram para a reivindicação de que a saúde do trabalhador fizesse parte do direito universal à saúde.

A configuração da Saúde do Trabalhador se dá diretamente no âmbito do direito à saúde, previsto como competência do SUS (Lei 8080).
Para o fortalecimento e institucionalização da Saúde do Trabalhador no SUS, o Ministério da Saúde cria, por meio da Portaria nº 1679/2002, mais tarde substituída pela Portaria nº 2437/2005, a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST.

A RENAST reúne as condições para o estabelecimento de uma política de estado e os meios para sua execução, pois se apresenta como uma política permanente de financiamento de ações de Saúde do Trabalhador, alocando recursos novos, fundo a fundo para os estados e municípios.
Os principais objetivos da RENAST são integrar a rede de serviços do SUS, voltados à assistência e à vigilância e a criação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST (200 em todo território nacional).

CEREST - Londrina
Habilitado por meio da portaria nº 250 SAS/MS em julho de 2003.
O repasse financeiro fundo a fundo iniciou em julho de 2003 no valor mensal de R$ 14.000,00 até 2005, e a partir de 2006 até março de 2007 no valor R$ 30.000,00 mensais.
Conta atualmente com uma equipe de 03 profissionais de nível superior (01 médico, 01 enfermeiro e 01 fisioterapeuta), 02 profissionais de nível médio (02 técnicos de segurança do trabalho).
Além de atender diretamente o trabalhador, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas.

O que é:
• Unidade especializada no atendimento à saúde do trabalhador;
• Tem como modelo a Atenção Básica de Saúde;
• É vinculado à Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST).

O que faz:
• Desenvolve práticas de aplicação e treinamento para a utilização dos Protocolos em Saúde do Trabalhador;
• Provê suporte técnico especializado para a rede de serviços do SUS para o registro e a notificação dos casos atendidos e o encaminhamento dessas informações aos órgãos competentes, visando às ações de vigilância e proteção à saúde.  

Quem é atendido:
• Trabalhador encaminhado pela Rede Básica de Saúde;
• Trabalhador formal dos setores privados e públicos;
• Trabalhador autônomo;
• Trabalhador informal;
• Trabalhador desempregado acometido de doença relacionada ao trabalho realizado.

Como é o atendimento:
• Uma equipe de profissionais qualificados faz um diagnóstico do estado de saúde do usuário.

Que documentos levar:
• Carteira de identidade e carteira profissional;
• Exames e Laudos;
• Atestados médicos relacionados com a doença ou acidente de trabalho.

O que o Cerest não faz:
• Atendimento de emergência;
• Exames admissionais e demissionais;
• Exames periódicos;
• Exame de mudança de função.

Quais ações de Saúde do Trabalhador devemos executar?
•    Assistência aos agravos;
•    Vigilância dos ambientes e condições de trabalho (vigilância sanitária);
•    Vigilância da situação de saúde dos trabalhadores (vigilância epidemiológica);
•    Vigilância da situação ambiental (vigilância ambiental);
•    Produção, coleta, sistematização, análise e divulgação das informações de saúde;
•    Produção de conhecimento;
•    Atividades educativas;
•     Na atenção Básica temos oportunidades para identificação, tratamento, acompanhamento e monitoramento das necessidades de saúde relacionadas ou não ao trabalho;

A Saúde do Trabalhador na Atenção Básica
•    A Atenção Básica tem a possibilidade de fazer chegar ações de saúde o mais próximo possível de onde as pessoas vivem e trabalham.
•    O acolhimento dos trabalhadores na porta de entrada do sistema,
•    Diagnóstico e Tratamento das doenças relacionadas ao trabalho,
•    Referência e Contra-referência para níveis mais complexos de cuidado
•    Encaminhamento ao INSS para o provimento dos benefícios previdenciários correspondentes

Por que não se podem separar as ações assistenciais e de vigilância em saúde?
•    Para o trabalhador, enquanto indivíduo, ainda que os procedimentos diagnósticos e o tratamento do agravo ou doença sejam os mesmos, independentemente de o agravo estar ou não relacionado ao trabalho atual ou pregresso, é importante que esta relação seja estabelecida e os encaminhamentos adequados sejam realizados.
•    A partir do estabelecimento da relação entre o agravo ou doença com o trabalho e do registro no sistema de informação é possível coletivizar o fenômeno e estabelecer procedimentos de vigilância que modifiquem as condições e ambientes de trabalho geradores de doenças.
•    A identificação de situações ou de fatores de risco para a saúde na situação de trabalho, originada nas ações de vigilância do ambiente de trabalho, permite o encaminhamento dos expostos e doentes à assistência adequada.

Acesso Fácil

Saúde

Menu Principal

Quem está Online?

Nós temos 2811 visitantes

CEREST