Banner
   
Tamanho Texto

Busca

topo2017 assistencia social

Centro de Referência, Memória e Cultura Indígena

Share

Localização e Contato Centro Cultural Kaingang

 

 
Endereço: R. Pedro Antônio da Silva, 100 - Arpoador google-maps-png-google-maps-icon-1600
Telefone: (43) 3378-0394 Ramal: 422 

Kaingáng

Os Kaingáng formam um numeroso grupo indígena do Brasil Meridional. Pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê, ocupam os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Representam um contingente populacional numericamente importante no sul do país, somando aproximadamente 25.000 pessoas.(ISA/2000)
São habitantes das terras da região de Londrina muito antes da chegada do homem branco nesta região. Foram “colonizados e pacificados” no período de 1.770 a 1.930. A partir daí, tiveram seus territórios expropriados e o contato se estabeleceu de forma desigual. Perderam sua autonomia enquanto grupo, viram-se privados de seus saberes e de seus amplos territórios de caça e pesca, passando a viver em aldeamentos controlados por administradores brancos, missionários e civis.
A Terra Indígena do Apucaraninha, onde está situada a aldeia, ocupa a porção sudoeste do Município de Londrina, sendo limitada ao norte pelo Rio Apucaraninha, ao sul pelo Rio Apucarana, a leste pelo Rio Tibagi e a oeste por de alguns rios pequenos, estradas, represas e cortes aleatórios.
Atualmente a economia dos Kaingáng baseia-se em três atividades fundamentais: agricultura de subsistência, assalariamento temporário e o comércio de artesanato. Este sistema foi deflagrado na medida em que os avanços da frente de expansão da economia brasileira sobre o entorno da Terra Indígena se estabeleceu, ocasionando de forma contundente, grandes transformações sócio/culturais, ambientais, epidemiológicas e econômicas no interior desta sociedade.
A comercialização de balaios e cestas surgiu como uma alternativa da garantia de sobrevivência, e sua fabricação para este fim, tem sido cada vez mais intensificado, constituindo uma importante fonte de obtenção de renda para as famílias Kaingáng.
A Terra Indígena do Apucaraninha está sob a jurisdição da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) – administração regional de Londrina, órgão responsável pela tutela indígena e também pela Fundação Nacional de Saúde que a partir de 1999 passou a ser o órgão gestor da saúde indígena em todo o Brasil.
A população indígena do Apucaraninha atualmente soma aproximadamente 1.300 pessoas, em um total de 350 famílias. Todos os Kaingáng falam a língua materna, sendo as crianças até sete anos de idade, estritamente monolíngues. Entre jovens e adultos existe o domínio do português, ainda assim, usam preferencialmente a língua materna.
A Prefeitura de Londrina, através da coordenação da Secretaria Municipal de Assistência Social, integrada com outras Secretarias Municipais: de Saúde, Educação, Cultura, Meio Ambiente e Agricultura, vem desenvolvendo um Programa de Atendimento aos Kaingáng desde 1.993.
Dentro do programa de atendimento aos Kaingáng, coordenado pela secretaria de assistência social destacamos:
O VÃRE - CENTRO CULTURAL KAINGÁNG – local que está direcionado à venda e divulgação da cultura material kaingáng, constitui em um importante espaço urbano para os indígenas. Foi implantado em 1999 e desde então, tem buscado oferecer melhores condições de permanência aos kaingáng por ocasião de suas vindas à cidade de Londrina para a comercialização de seus produtos artesanais.
O Vare conta com dois espaços distintos: um constituído para abrigo temporário, formado por oito casas, com infra-estrutura adequada e capacidade para atender as famílias kaingáng, e o outro destinado à visitação pública aberto principalmente às escolas municipais e estaduais, com mostra permanente de exposições fotográficas, acervos de livros e textos apresentando aspectos ligados ao cotidiano, tradição e cultura dos kaingáng. O Vare é um importante espaço de divulgação sobre a cultura indígena tanto para a cidade de Londrina como para o Sul do país.
Destacamos também o projeto sobre o uso de bebidas alcoólicas e/ou alcoolismo que prevê ações de pesquisa, prevenção e intervenção, com envolvimento e participação da comunidade. Inicialmente foi realizada uma pesquisa que possibilitou o diagnóstico epidemiológico e antropológico o que permitiu conhecer a situação do consumo de bebidas alcoólicas e a dinâmica de como se dá este consumo nos diferentes grupos e situações, além de possibilitar reconhecer o processo histórico, social, cultural e de mudança que determinaram o modo de beber desses indígenas na atualidade.
Consideramos ainda no programa de atendimento ações importantes como a assistência às famílias e crianças de risco, através do acompanhamento domiciliar e fornecimento de suplemento alimentar. Atividades ligadas a oficinas de prevenção sobre diversos temas de saúde que são realizados junto a comunidade, assim como a manutenção e garantia do ensino bilíngüe e inter-cultural através da escola local dentro da aldeia.
O programa de atendimento a saúde que visa desde a sua criação à oferta de serviços de saúde, com atendimentos médico, odontológico e de enfermagem, tendo como eixo estruturante a construção de uma assistência diferenciada, que considere a especificidade cultural do grupo e contribua para o resgate e a preservação de práticas tradicionais, tendo como base de apoio os princípios do SUS.
Esta assistência diferenciada pressupõe discutir como estruturar serviços com qualidade, que considerem a especificidade cultural e que tenham uma abordagem interdisciplinar e participativa. Este desafio inclui a aproximação das ciências sociais com as ciências biológicas estabelecendo um dialogo entre estas disciplinas, o desenvolvimento de métodos para descrever e interpretar os problemas e formular alternativas de solução num contexto da prestação de serviços da atenção básica de saúde.
A partir de 2000, com a definição de Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e criação de um subsistema de Atenção a Saúde Indígena dentro do SUS, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), o município estabeleceu parceria com a FUNASA, que possibilitou uma incrementação do programa já existente.

 

Última Atualização: 26/04/2019

Acesso Fácil

Assistência Social

Menu Principal

Quem está Online?

Nós temos 2512 visitantes

Servidor Municipal


Redes Sociais

Logo do Facebook  Logo do Flickr  Logo do Youtube  Logo do Twitter  icon instagran

 

 

ouvidoria rodape lon

 acesso a informacao rodape

icon interacao